Infertilidade feminina pode ser revertida?

Alguns casais passam pela dificuldade de não poderem ter filhos, mas você sabe quais são as principais causas da infertilidade feminina? Confira abaixo alguns detalhes sobre os procedimentos de reprodução assistida, listada pela ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo:
- As principais causas da infertilidade feminina são endometriose, ovários policísticos, alterações tubárias ou problemas na ovulação;
- Em determinados casos, há como reverter a infertilidade antes de optar por uma das técnicas de reprodução assistida. Se a paciente tiver endometriose, existe a chance de reverter o quadro após o tratamento cirúrgico, assim como quando apresenta alterações nas tubas uterinas. Caso a infertilidade seja causada por ovário policístico ou problemas na ovulação, alguns medicamentos podem ser úteis;
- O uso de anticoncepcional por muito tempo não deixa a mulher infértil. Quando suspenso, pode atrasar o retorno da ovulação em, no máximo, seis meses;
- A reprodução assistida ajuda os casais a engravidarem por meio da manipulação extracorpórea do sêmen (na inseminação artificial) e do óvulo e espermatozoide (fertilização in vitro);
- As técnicas são coito programado (estimulo da ovulação e programação do ato sexual para o dia do pico da ovulação), fertilização in vivo (inseminação artificial ou intrauterina) e fertilização in vitro;
- Na fertilização in vivo, mais conhecida como inseminação artificial, realiza-se a indução da ovulação e, na época em que ocorrer, o sêmen do parceiro é introduzido na cavidade uterina;
- A fertilização in vitro consiste em capturar um óvulo e colocar milhares de espermatozoides ao seu redor. O mais capacitado o fecundará. O embrião fica por dois a três dias no laboratório, em um ambiente que imita o corpo da mulher (controle da temperatura, umidade, gás carbônico e partículas no ar). Após esse período, é transferido para o útero materno e pode ocorrer ou não a chamada implantação (fenômeno em que o embrião se prende ao útero). Sem a implantação, não acontece a gravidez. Na técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), recomendada para homens que possuem baixíssimas taxas de espermatozoides no sêmen ejaculado, o médico seleciona o espermatozoide e o injeta no óvulo. Nesse procedimento, o embrião também é transferido para o útero dois a três dias depois, podendo haver ou não a implantação;
- A indução de ovulação pode ser indicada a mulheres que apresentem distúrbios de ovulação (sem comprometimento da função das tubas uterinas), fazendo com que haja uma melhora do processo ovulatório e uma gestação de forma natural. A inseminação intrauterina é recomendada a casais em que o homem tenha algum distúrbio discreto de mobilidade ou quantidade dos espermatozoides, já que há uma melhora da qualidade do sêmen por ser preparado no laboratório e injetado diretamente dentro do útero. A fertilização in vitro é uma aposta para mulheres com alteração da função das trompas, com sêmen do parceiro normal ou não. A técnica de ICSI é para casos em que há ou não alteração da função das trompas com sêmen com menos de 1 milhão de espermatozoides na concentração (o normal é acima de 20 milhões);
- As chances de sucesso dos métodos depende da idade da paciente, função do ovário (em mulheres que fizeram várias cirurgias nos ovários, o resultado tende a ser pior) e integridade do útero. Em média, para uma mulher com 35 anos, a chance de engravidar pela inseminação artificial é de 18% e, pela fertilização in vitro, de 40%;
- Os riscos são muito pequenos, desde que o procedimento seja realizado em centros especializados. Entre os possíveis problemas estão gestação nas trompas (o embrião se implanta no local errado), sangramento durante a punção dos ovários para coleta dos óvulos na fertilização in vitro e hiperestímulo da ovulação causando situações de instabilidade circulatória para a mulher;
- A taxa de gestações únicas é sempre maior que de múltiplos. Tudo também depende do número de embriões que são transferidos para dentro do útero. Atualmente, é recomendado de dois a três, com o intuito de evitar gestações múltiplas, que aumentam as chances de os bebês nascerem prematuros e de complicações na gravidez.





















