Categoria ‘Novela’


Participe e ganhe o livro “Na minha cadeira ou na tua?”


“Lucianas” (novela Viver a vida) da vida real

Quem não conhece a história da Luciana da novela Viver a Vida?

Resumidamente, Luciana é uma personagem da novela da TV Globo que era uma modelo conceituada e em uma de suas viagens a trabalho teve um acidente de carro ficando tetraplégica. Inicialmente passou por muita dificuldade em aceitar o acontecimento, depois, quando aceitou, terminou uma relação desentendida com o namorado. Luciana no decorrer da novela, faz grandes descobertas e aprende que muitas coisas ela pode fazer sozinha, como se maquiar e comer. Enfim, a novela acaba por retratar toda a dificuldade que os cadeirantes passam com o preconceito e até andar de ônibus. Mas como tudo tem seu lado bom, Luciana descobre começa a se relacionar com outras pessoas que também se tornaram cadeirantes e engaja um namoro com Miguel, o irmão do ex, o que faz de sua vida um lindo conto de fadas, e por isso começa a escrever um blog que acabou se tornando real, contando as histórias que acontecem com a personagem: www.sonhosdeluciana.com.br. Ele segue com a seguinte descrição “Sempre tive o hábito de cultivar diários. Passava horas do meu dia narrando minhas aventuras, romances, sonhos… De um tempo para cá, minha vida mudou inteiramente, sem chance de marcha ré. Sou Luciana Saldanha Ribeiro, carioca, modelo e… cadeirante. Confesso que tenho dificuldade em me auto definir dessa forma, mas fiquei tetraplégica há alguns meses, depois de sofrer um acidente de ônibus numa viagem internacional. Não pretendo fazer desse diário virtual um espaço de lamentação. Quero apenas poder mostrar minha nova forma de encarar a vida, dividir experiências, confissões e sonhos. Aliás, o nome “Sonhos de Luciana” foi idéia da minha irmã Mia, que me ajudará nessa viagem que começa agora. Qual será, afinal, o meu destino nessa história?”.

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Mas e as “Lucianas” da vida real? Por onde elas estão? Quais as dificuldades que elas enfrentam?

Uma delas é a Juliana Carvalho, 29 anos e cadeirante desde os 19 anos quando teve uma inflamação na medula, publicitária e escritora do livro  autobiográfico “Na minha cadeira ou na tua?” que relata suas dificuldades, lutas, esperanças de situações difíceis, a readaptação, superação e percepção misturando tragédia e comédia que caracterizam a condição humana.

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Mais informações sobre Juliana Carvalho:

Apresentadora do programa “Faça a diferença” que promove os direitos humanos e o respeito à diversidade, exibido na TV Assembléia do Rio Grande do Sul. Mantém os blogs “Comédias da vida aleijada” e “Sem barreiras“, do Grupo RBS, que aborda questões sobre acessibilidade e inclusão. Dirigiu o curta metragem “O que os olhos não veem, as pernas não sentem”, premiado pelo Júri Popular do Festival Claro Curtas de Cinema. O livro “Na minha cadeira ou na tua?” é o seu primeiro livro.

Mais informações sobre o livro “Na minha cadeira ou na tua?”:

Aos dezenove anos, uma doença colocou uma cadeira de rodas no caminho da Juliana Carvalho. Sem esconder os momentos dolorosos e a vontade de desistir, este relato autobiográfico extrai humor e esperança de situações difíceis e expõe a mistura de tragédia e comédia que caracterizam a sua – e a nossa – complexa condição humana.

Na minha cadeira ou na tua? percorre as questões fundamentais do cotidiano dos cadeirantes, com informações sobre inclusão e acessibilidade e casos de lutas enfrentadas e por enfrentar a intercala narrativas sobre a vida da autora antes e depois da lesão muscular. Andes dela, Juliana relembra pensamentos, brincadeiras e a relação ingênua com a família durante a infância e fala sobre a descoberta do amor e do sexo, as festas, a rebeldia e as bebedeiras durante a adolescência. Já adulta, após a grande virada, a readaptação, a convivência com os novos limites, a superação e a percepção de que uma cadeira não modifica o fundamental: o que o ser humano é além do próprio corpo.

Um dos méritos do livro é o bom humor, mas Juliana sobe o tom quando, no último capítulo, se refere à condição de cadeirante na sociedade de hoje: “Podemos ter uma legislação pródiga, mas, na prática, estamos muito aquém do que está no papel. Muito aquém.” E segue exemplificando: “No meu trabalho, o que não é adaptado, eu batalho para ser. Tenho autonomia e grande prazer em tocar o ‘Faça a diferença’, programa exibido na TV Assembléia do Rio Grande do Sul, que aborda temas ligados à inclusão, respeito à diversidade e promoção dos direitos humanos.”

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Trecho do capítulo “Pernas para que te quero”:

“Já falei que aqui antes os internos não usam roupas íntimas. Passei umas duas semanas sem sutiã. Um crime conta os peitos. Ponto pra gravidade. Uma noite dessas, quero ir passear no ‘quinto dos internos’, e vou pegar autorização com as enfermeiras. Uma delas soltou essa:
- Vai passar um batom, guria! E colocar um sutiã.
- Mas, não pode usar… – falei.
- Eu acho um absurdo isso! Como você é boba, pega escondido.
Passo a noite pensando a respeito do sutiã. Acordo, e vejo na minha grade de atividades que tem basquete. Deus! Jogar basquete sem sutiã! E se confundirem as bolas? Percebo que é o dia certo para pegar meu sutiã no guarda valores. Vou lá. Peço pra dar uma olhada nas minhas coisas. Está tudo lacrado.
- Quer tirar o lacre? Pergunta o solícito funcionário.
Digo um não miúdo e saio com ar de derrota. Mas o que estou fazendo? Sutiãs são ilegais aqui dentro. E se me pegarem? E se me expulsarem? E o basquete? Mira que dilema estoy vivendo. Percebo que estou sem chiquinhas, e lembro que as que eu tinha estão no guarda valores. Yeah! Lá fui eu de novo.
- Moço, eu queria pegar umas chiquinhas (e meu sutiã, é óbvio)
- Tiro o lacre?
- Aham…
Pego o sutiã e enfio embaixo do pijama, me sentindo supertransgressora.”

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Lançamento do livro:

Rio de Janeiro: 8 de abril, 19h, Livraria da Travessa – Shopping Leblon

São Paulo: 12 de abril, 19h, Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Belo Horizonte: 15 de abri, 19h, Biblioteca Pública Estadual Luiz Bessa

Porto Alegre: 22 de abril, 19h, Livraria Cultura – Bourboun Shopping Country

Brasília: 27 de abril, 19h, Livraria Cultura – Casapark Shopping Center

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SORTEIO:

A Juliana Carvalho e a editora Terceiro Nome nos cederam como brinde, dois livros. E o melhor, vai vir autografado pela Jú :)

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Como participar:

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—> Quem tem Twitter:

1º) Seguir o @diariosexy no Twitter

2º) Twittar a seguinte frase “Quero esse livro http://migre.me/uMmG que o @diariosexy está sorteando

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—> Quem não tem Twitter:

Comentar nesse post (com email válido)

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Regras:

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Sorteio do livro “Na minha cadeira ou na tua?” da Juliana Carvalho.

Começa dia 8 de abril (lançamento no Rio de Janeiro) e termina dia 12 de abril  (lançamento em São Paulo) com o resultado dia 13.

Os participantes do Twitter devem seguir o @diariosexy e twittar a frase “Quero esse livro http://migre.me/uMmG que o @diariosexy está sorteando”, para quem não utiliza esse serviço basta comentar nesse post do livro (com um email válido para que possamos entrar em contat).

O sorteio será realizado com o Sorteie.me para quem utilizar o Twitter.



38 comentários »


Tempos modernos


Na Globo está passando uma novela chamada “Viver a vida“, eu não sou uma pessoa que acompanha novelas, mas o pouco que vejo percebi que nessa ela quer nos mostrar que é importante curtir e celebrar a vida ao máximo pois nunca sabemos o que vai nos acontecer amanhã, mas acredito que a maioria já pensou sobre isso na mesma velocidade que já esqueceu,  por que nos dias atuais esquecemos de viver a vida para fuçar “a vida alheia“, eis outra sacada da Globo.

Atire a primeira pedra quem nunca teve uma época, se é que não se encontra nela, que desperdiçou um bom tempo fuçando e acompanhando a vida alheia?

Pode ser por qualquer lugar, meter o bedelho na vida do vizinho, ter aquele fotolog nos favoritos, acompanhar anonimadamente um twitter pelo feeds, ter no orkut mesmo sem falar com a pessoa ou esquecer da vida acompanhando Big Brother.

É uma maldição, começa com uma curiosidade e depois vira um vício, até que você percebe que gasta mais tempo acompanhando a vida alheia do que vivendo a sua.

Sei que pode ser hipocrisia, mas defendo que a internet me corrompeu, e acredito que não só a mim.

A vida era muito mais saudável quando você não tinha tanta informação de bandeja como tem agora, você tinha até mais amigos pois acreditava que eles nunca falavam de você pelas costas, hoje você descobre só fuçando o orkut alheio, o tédio é o pior companheiro , você descobre até o que não devia.

Usamos as redes sociais na crença de que estamos nos aproximando das pessoas, quando na verdade ela é o que mais nos separa.

Há anos minha mãe parou de me perguntar sobre minha vida por que acompanhava tudo pelos meus blogs/fotologs/orkut/twitter e o mais engraçado quando fechei tudo recentemente ela me ligou, me perguntando como eu estava, coisa que eu nem sei mais responder por que passava mais tempo atualizando tudo isso do que fazendo algo que pudesse contar, foi quando eu parei e pensei,  que mesmo que eu tenha que remar contra a maré, chegou a hora de parar de fuçar a vida alheia e divulgar a minha para começar a viver a vida!


Diarista Mah



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