15 curiosidades sobre a depressão

Cerca de 30% da população mundial tem ou terá depressão, de acordo com a psiquiatra Fernanda Piotto Fralonardo, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial da Faculdade de Medicina do ABC, sendo que desse percentual, são as mulheres que tem mais chances de enfrentar o problema nas fases pré, pós menopausa e pós parto.
Abaixo segue 15 curiosidades sobre a depressão:
- É o resultado da diminuição de substâncias neuroquímicas do cérebro, principalmente da serotonina, ligada ao bem estar e o prazer;
- A incidência é similar em mulheres e homens, o que muda é que as mulheres procuram mais pelo tratamento;
- O estrogênio e a progesterona, hormônios femininos, teriam fator protetor, assim, nas fases pré e pós menopausa, quando diminuem ,o risco de depressão das mulheres cresce. O ciclo menstrual irregular também teria mais tendência;
- A depressão pós parto está ligada à diminuição abrupta dos hormônios. De maneira geral, é comum que a nova mãe apresente quadro de tristeza até 30 dias depois de dar a luz, justamente pela mudança hormonal. Depois desse período, se o problema persistir, pode ser então, um indício da patologia e deve procurar a ajuda de um médico;
- A patologia está relacionada com a redução da libido, tanto de mulheres quanto homens e o seu motivo é a queda da serotonina;
- Grande parte das medicações antidepressivas tem como efeito colateral justamente a baixa da libido. Portanto, durante o tratamento, a paciente pode até apresentar piora nesse aspecto. O psiquiatra tem como opção indicar um remédio que interfira menos no desejo sexual às pacientes com o incômodo acentuado;
- A causa da depressão é desconhecida, mas sabe-se que existe predisposição genética. Quem tem parente de primeiro grau que desenvolveu a doença apresenta chance até quatro vezes maior de ficar depressivo;
- Ao contrário do que a maioria pensa, a tristeza não é o principal sintoma, mas sim o segundo. O primeiro é a perda de prazer em vários aspectos da vida. Entre os outros indícios estão alterações de sono, apetite, memória, perda da capacidade de se concentrar, sentimento de culpa, negativismo, crises de choro;
- Para ser depressão, os sintomas devem durar mais que 30 dias;
- O diagnóstico é feito por meio de consulta com psiquiatra, em que a paciente deve contar o que sente, e de exames, que afastam as hipóteses de outras doenças que apresentam sintomas similares, como alterações de tireóide e tumores cerebrais;
- Estudos indicam que associar remédios à psicoterapia torna o tratamento mais efetivo;
- Se seguir o tratamento à risca, as chances de não voltar a ter o problema vão de 60% a 70%;
- Os medicamentos costumam ser ingeridos até 8 meses após o fim dos sintomas;
- A falta de tratamento correto abre espaço para quadros recorrentes, suicídios e depressão psicótica, quando a pessoa perde o centro da realidade e chega até a escutar vozes;
- A depressão é considerada uma doença de adultos, com maior incidência a partir dos 30 anos. Mas crianças e adolescentes podem apresentá-la também.
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Informações adicionais:
Foto: Elja Vellekoop
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