Matéria com ‘Eleição’


Mulheres brasileiras e a política


Este ano é ano de eleição. Isso você já sabe. Mas você já se deu conta da particularidade do pleito deste ano? “Nunca antes na história deste país” duas mulheres com boa expressão política concorreram à presidência.

A história das mulheres brasileiras na história política republicana tem como marco o Decreto n.º 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu a Justiça Eleitoral, o Código Eleitoral Brasileiro, e com ele o voto feminino não obrigatório (à mulheres casadas, com autorização do marido, ou viúvas e solteiras com renda própria) e o direito das mulheres de serem eleitas. Antes dele, Celina Guimarães Viana, uma professora potiguar, tornou-se em 1928 a primeira eleitora do Brasil e da América Latina, através da lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, que eliminava a distinção de sexos entre os eleitores no estado do Rio Grande do Norte. Entretanto, apenas na Constituição de 1934, esse direito foi assegurado a todas as brasileiras.

Foi também uma potiguar a primeira mulher eleita no Brasil. Em 1928, Luiza Alzira Soriano Teixeira, elegeu-se prefeita de Lages (RN), entretanto não concluiu seu mandato por se opor à ditadura de Vargas.

Em 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz, foi a primeira deputada federal eleita, e apenas em 1979, temos nossa primeira senadora, Eunice Michiles (PDS-AM), suplente do senador morto João Bosco de Lima. As primeiras senadoras eleitas são Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR), em 1990.

A primeira governadora eleita é Roseana Sarney, apenas em 1994.

Apesar do crescente número de mulheres eleitas, sobretudo a partir da redemocratização do país, a participação feminina na política brasileira ainda é pequena se comparada a outros países. Ruanda, o país com maior índice de representação feminina, tem 56% de seu parlamento composto por mulheres. Suécia, o segundo colocado, 47%. O Brasil, 111º, tem apenas 9% de seu Congresso composto por mulheres.

E até então, nenhuma mulher eleita ao principal cargo executivo. A primeira a se candidatar à presidência foi a bancária Lívia Maria Ledo Pio de Abreu, em 1989, pelo PN. Depois dela, apenas em 1998 uma mulher volta a se candidatar. Foi a administradora de empresas Thereza Tinajero Ruiz, do PTN, que obteve apenas 0,25% dos votos válidos.

Em 2006, a então senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), chega em terceiro lugar na corrida presidencial, com 6,5 milhões de votos (6,85% do total), tornando-se a mulher mais bem votada na disputa presidencial.

Esta ano, a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e a senadora Marina Silva (PV-AC) chegam com boas chances. Heloísa Helena, ao que tudo indica, concorrerá ao senado e apoiará Marina.

Longe de querer fazer campanha a qualquer uma das candidatas, a intenção deste post é chamar a atenção para um fato: somos 51,3 % da população e 51,7 % do eleitorado, conquistamos cada vez mais espaço na sociedade e na economia, mas no mundo da política ainda somos minoria. O que falta às mulheres brasileiras para a conquista desta última fronteira?

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Fontes:

Voto feminino no Brasil -http://pt.wikipedia.org/wiki/Sufr%C3%A1gio_feminino#O_voto_feminino_no_Brasil

http://pt.wikipedia.org/wiki/Celina_Guimar%C3%A3es_Viana

http://www.tre-rn.gov.br/nova/inicial/institucional/historico/a_mulher_na_politica_nacional/celinabi.php

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u367001.shtml

Mulheres na política -

http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=21432

http://ww1.universia.com.br/preuniversitario/materia.jsp?materia=9813

http://pt.wikinews.org/wiki/Brasil_%C3%A9_pen%C3%BAltimo_na_Am%C3%A9rica_do_Sul_em_participa%C3%A7%C3%A3o_da_mulher_na_pol%C3%ADtica,_diz_ONU

http://www.rnw.nl/portugues/article/ruanda-mulheres-no-poder

Heloísa Helena – http://veja.abril.com.br/070606/p_068.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Helo%C3%ADsa_Helena


Diarista Danni



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