Matéria com ‘HIV’


Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV, diz Anvisa


Primeiramente aviso que esse tema não é referente apenas às mulheres, mas como muitos homens acabam por acessar ao Diário Sexy e a procura por matérias sobre a vacina contra a gripe A (H1N1) é grande, resolvemos publicar esta matéria abaixo

Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.

O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.

O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.

A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.

Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.

“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.

Problema incomum, mas sem gravidade
“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.

“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”

“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.

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Informações adicionais:

Fonte: G1



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Ministério Público move ação contra BBB


O Ministério Público Federal (MPF) moveu ontem, dia 23, uma ação para que a TV Globo exiba uma explicação sobre como se contrai HIV.

Isso aconteceu por causa de uma polêmica onde Dourado, um dos jogadores do Big Brother Brasil 10, comentou que “Hetero não pega aids. Homem transmite para outro homem, mas mulher não passa para o homem”.

Jéferson Aparecido Dias, procurador regional dos direitos do cidadão em São Paulo, disse que ao transmitir esta exibição, a TV Globo “prestou um desserviço para a prevenção da aids”.

Como há um grande índice de persuasão e formação de opinião na TV no Brasil, a lesão social causada pela declaração do Dourado é evidente. “Num país em que a aids cresce entre mulheres casadas e idosos, esta declaração é ainda mais perigosa e é preciso a intervenção do MPF”.

Já a emissora se defende alegando que ela não é responsável pelas declarações e opiniões pessoais dos jogadores do reality show. Porém a história não é bem assim… de acordo com o artigo 13 da Constituição, garante a liberdade de expressão, mas que os autores e veiculadores de opiniões estão sujeitos a serem responsabilizados quando ferirem direitos e reputação de outras pessoas.

O procurador da ação movida descrimina que: “Ao veicular uma afirmação completamente equivocada acerca das formas de contrair ou transmitir HIV, em um dos programas de maior audiência de sua grade televisiva, a TV Globo deixou de atender aos princípios da legalidade e moralidade, no entanto, não há como saber se dará tempo disto acontecer, já que o programa termina em seis dias. Desta forma, foi pedido urgência para a concessão da liminar. Se não for concedida a liminar, o público alvo do programa continuará desinformado”.



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