Matéria com ‘modelo’


Modelos plus size lindas


America Ferrera – Ficou famosa pelo seu papel em “Ugly Betty”, mas em 2007 foi eleita uma das top artistas do entretenimento de seu tempo pela Time Magazine.

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Barbara Brickner – Foi chamada para um trabalho como modelo plus size por um jurado de um concurso e saiu ofendida. Algumas semanas depois, ela se acalmou e aceitou a oferta.

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Charlotte Coyle – Participou de um documentário chamado Fat Beauty Contest, no qual ela organizou o primeiro concurso de beleza para modelos plus size do Reino Unido.

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Christina Hendricks – Famosa pelo papel de Joan, na série Mad Men. Recentemente, declarou para a imprensa que é muito difícil conseguir vestidos para tapetes vermelhos quando se é curvilínea.

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Crystal Renn – Uma das modelos plus size mais famosa atualmente. Depois de vencer a anorexia, aprendeu a aceitar seu corpo como ele é.

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Fluvia Lacerda – Conhecida como “Gisele Bündchen plus size” e mora nos Estados Unidos há 14 anos.

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Jennifer Coolidge – Impossível não ver a atriz Jennifer Coolidge e não se lembrar da “mãe do Stifler”, seu papel em no filme American Pie.

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Justine Legault – A beleza clássica da canadense Justine Legault já lhe rendeu um ensaio de moda de oito páginas na revista Clin d’Oeil.

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Kate Dillon – Também venceu a anorexia. Quando tinha 12 anos era alvo de piadas na escola, e acabou passando os cinco anos seguintes quase sem comer. Só voltou a se alimentar normalmente quando percebeu que corria sério risco de vida.

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Lizzie Miller – Causou polêmica ao aparecer sem roupa – e sem photoshop – em um ensaio da Glamour Magazine. A revista teve recorde de emails de pessoas do mundo inteiro dizendo o quanto Lizzie é linda.

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Maggie Brown – É uma americana de decendência asiática, que cresceu no Hawaii e em 2006 ganhou um concurso especial de beleza plus size no programa de auditório da modelo Tyra Banks.

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Mia Tyler

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Sara Ramirez – Famosa pelo papel da médica Callie Torres, na série Grey’s Anatomy

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Toccara Jones – É até hoje relembrada como uma das mais memoráveis participantes do America’s Next Top Model. Ela ficou em sétimo lugar na terceira temporada do reality show.

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Whitney Thompson – Foi a primeira modelo plus size a vencer um America’s Next Top Model, na décima temporada do reality.

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Informações adicionais:

Se você ficou interessada em saber mais sobre as modelos plus size.. veja esta matéria “Relembrando a mulher da página 194″



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Flor do Deserto


Pela primeira vez um filme me fez mal. Primeiro veio um calafrio, minha pressão baixou e eu sabia que se não tivesse comido um pedacinho de bolo de cenoura acompanhado de um cafezinho antes da sessão, teria desmaiado.

Mas não me arrependo, e apesar do mal-estar, recomendo. Assistam “Flor do Deserto”. Não se trata apenas da biografia de uma linda e pobre garotinha que se transforma numa top model internacional. É a biografia de quem lutou para sobreviver. E que mesmo no auge, quando poderia muito bem ignorar tudo o que passou para desfrutar da fama, optou por relembrar e divulgar, porque o que ela passou, muitas ainda passam.

O filme conta a história da modelo somali Waris Dirie, nascida em 1965, que aos três anos de idade sofreu a mutilação genital feminina e aos 12, atravessou o deserto para escapar de um casamento forçado com um homem de 60 anos. Na capital Mogadisco, reencontra a avó que consegue um emprego para a neta na Embaixada da Somália em Londres. Passando a adolescência trabalhando como faxineira na Embaixada, Waris não teve contato com o mundo e mal aprendeu a língua inglesa. Com o fim da guerra em seu país, todos os funcionários da embaixada foram convocados a retornar ao país. Waris então foge novamente e passa a vagar pelas ruas de Londres. Pela solidariedade de uma desconhecida consegue o emprego de faxineira numa lanchonete, onde é descoberta por um fotógrafo de moda. A partir daí empreende uma nova luta para garantir sua permanência no país e construir sua carreira no mundo da moda.

Em 1997, no auge e cansada de sua história de gata borralheira repetida a exaustão pela mídia, Waris decide divulgar aquilo que poucos sabiam. Em uma entrevista a revista Marie Claire descreve sua mutilação.

Aos três anos de idade, Waris foi levada pela própria mãe a um local ermo no meio do deserto onde, sem anestesia e sem qualquer higiene, teve o clitóris, e os pequenos e grandes lábios totalmente removidos com uma navalha. Por sorte sobreviveu. Duas de suas irmãs e outras milhares não sobrevivem. E para as que sobrevivem restam os danos físicos e pscológicos irreversíveis – além da eliminação do prazer sexual.


Na região, suturada com espinhos, fica uma cicatriz e um pequeno orifício. Acredita-se que assim a mulher se manterá pura para o casamento. Na noite de núpcias o marido abre a cicatriz com um facão para poder penetrá-la.

Há outras formas de mutilação. Em alguns casos “apenas” o clitóris é removido. A mutilação de Waris provavelmente foi a mais violenta. Não tive coragem de pesquisar. De acordo com o filme 6 mil mulheres são mutiladas POR DIA!

O caso de Waris é extremo e estranho ao nosso país, mas nos faz pensar sobre todas as atitudes, costumes e pensamentos que discriminam a mulher. Pois é disso que se trata a mutilação, da perpetuação do poder masculino. Da negação de direitos e desejos a mulher. Apesar de todas as conquistas e liberdade, quantas vezes você já não se sentiu discriminada ou subestimada por ser mulher? O que já não lhe foi negado?

Waris é um grande exemplo. A vida toda lutou pela sua liberdade e há 13 anos luta pela erradicação dessa barbárie.

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Informações adicionais:

Fonte: Mutilação Genital Feminina, Waris Dirie Foundation, Matéria na TV UOL.

Trailer:


Diarista Danni



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Relembrando a mulher da página 194


Essa história ocorreu por volta do final de 2009 e fala sobre a modelo Lizzie Miller que posou para uma revista sem qualquer tipo de manipulação, como o Photoshop.

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“Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.”

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Informações adicionais:

Fonte: clicRBS

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“Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens”


“Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens”. Angie Dickinson

Esses dias eu estava pensando no que poderia escrever, enquanto comprava coisas deliciosamente engordativas na doceria de frente ao meu trabalho, quando passa um homem por mim e do nada resmunga como se falasse sozinho:

- “Eu gosto de mulher cheinha , odeio mulher magra!

E me lembrei de uma conversa que tive com uma amiga no final de semana enquanto ela me contava suas aventuras amorosas:

- Um ex namorado da fulana (que parece uma modelo) foi pra cama comigo e só falava “Eu gosto de mulher com carneeeee, que tem onde pegar, sem frescuras e sem rodeios”.

E segundo ela, não foi o primeiro.

Minha amiga é linda, mas é gorda, alta e gorda, mais tem peitão, coxão e se cuida. É uma gorda linda, daquelas que você olha, e esquece que é gorda. Pega mais homem do que muita garota que se mata para ter um corpo perfeito, por que será?

Não que eu esteja defendendo que homem goste de mulheres gordas, mas que talvez a preferência pelas magras, esteja só na nossa cabeça.

Como diz meu marido: “vocês se maquiam, se vestem e ficam neurótica com o corpo pra outras mulheres por que a gente só quer que a mina seja gostosa.”

Uma pesquisa realizada pela Universidade de St. Andrews, na Escócia, revelou que os homens preferem mulheres com corpos normais, do que as que são muito magras, então ficar neurótica pra quê? A mulher quer competir com outras mulheres, ou ficar bem consigo mesma apreciando e cuidando do corpo que tem? A beleza está além dos olhos, vamos cuidar do que somos e como realmente somos ao invés de seguir uma beleza imposta.


Diarista Mah



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